Free I Chiller MySpace Cursors at www.totallyfreecursors.com
8ºC

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

História dos túmulos


Os dois túmulos monumentais de Alcobaça foram mandados lavrar por el-rei D. Pedro I, provavelmente no início do ano de 1360 e, por sua ordem, colocados, apenas concluídos, na igreja. Assente no seu lugar o de Inês, fez-se logo a soleníssima trasladação do corpo da que depois de ser morta foi Rainha. Cerrou-se o túmulo de Inês sobre o cadáver desta no dia 2 de Abril. De que ano? De 1361, afirma Fr. Manoel dos Santos, fundando-se na autoridade de Faria e Sousa; esta data ficou fixada sem contestação, sendo aceite por toda a gente.
Ao lado deste túmulo, foi colocado o de D.Pedro, e , quando o rei justiceiro, no convento de S. Francisco de Estremoz, na noite de domingo para segunda – feira, 17 para 18 de Janeiro de 1367, ditou o seu testamento ao tabelião Vasqueannes, declarou: - «E mandamos deitar o nosso corpo dentro da Igreja do Mosteiro de Alcobaça, no Logo hu temos a nossa sepultura.» Não podia haver confusões nem hesitações. Esse lugar da igreja era bem determinado pela inconfundível e conhecidíssima sepultura, o sumptuosíssimo túmulo que ali mandara erigir. Lá ficaram pois, a dormir o seu longo e último sono, D. Pedro e D. Inês. O outro túmulo recebeu o cadáver de D.Pedro no dia 25 de Janeiro de 1367, e foi então cerrado na esperança de que não mais se abriria senão no dia da ressurreição geral, no fim do mundo. Estava o túmulo de D. Inês à direita do de D. Pedro, como também era uso na tumulação de marido e mulher, por isso aquele ficava mais próximo do facial do transepto, este mais chegado à banda das naves e da capela-mor. Aqui se mantiveram durante séculos. Todos os dias recebiam a visita dos monges brancos que, no cumprimento do legado pio, vinham ao altar de S. Pedro, nele cantavam a Missa de Requiem e, no fim, precedidos da cruz e água benta, dirigiam-se aos túmulos, cantavam um responso de defuntos, e circundavam os jazigos aspergindo-os com água lustral e envolvendo-os em fumo de incenso. E os régios defuntos descansaram em paz nos seus túmulos, durante século e meio, sem que alguém tivesse a ousadia de violar as sepulturas, perturbando-lhes o sono.