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sexta-feira, 19 de março de 2010



Séculos atrás, a sete de Janeiro de 1325 nasceu Inês

Não era de sangue Real, filha de homem sério e mais linda

Companhia da esposa destinada ao príncipe Português

O amor nasceu do destino 1340 Inês muito jovem ainda

D. Pedro IV não amava a esposa Constância a ele destinada

Não tinha beleza e de saúde fraca, arruinada

Passava dias a cortejar a Inês, seu amor e sua criada

Um dia no rio Mondego de barco com a Inês o passear

Ouviram as lavadeiras falando deles com língua destravada

D. Pedro via em Inês seu grande amor, seu altar

Ordenou que as lavadeira lhe fosse a língua cortada

1349 a esposa Constância morreu

Deixando D. Fernando como herdeiro

Mas o amor entre D. Pedro e Inês floresceu

Então o rei mandou assassinar Inês no Mosteiro

D. Pedro ao saber da morte da amada ficou desvairado

Procurou saber quem foram os de tanta malvadez

Quem tinha sua amada apunhalado

D. Pedro lhe arrancou o coração com as mãos

E jurou de muito mais Inês ser vingada

Seu pai morreu, D. Pedro senhor do trono de Portugal

Mandou Que Inês fosse desenterrada

Coroa Rainha num gesto de amor sem igual

Mandou que os nobres jurassem vassalagem

Secretamente tinha casado, Inês era a rainha de Portugal

Mandou ser sepultado lado a lado com a mulher que amou

Esta história de amor por todo o mundo é contada

Um rei que amou a criada como o mel

E ficou para sempre o nome de D. Pedro o Cruel

Por Armando Sousa
Retirado da História


Excerto do episódio de Inês de Castro d' Os Lusíadas.




"(...)

Estavas, linda Inês, posta em sossego,

De teus anos colhendo doce fruto,

Naquele engano da alma, ledo e cego,

Que a fortuna não deixa durar muito,

Nos saudosos campos do Mondego,

De teus fermosos olhos nunca enxuto,

Aos montes ensinando e às ervinhas

O nome que no peito escrito tinhas.


Do teu Príncipe ali te respondiam

As lembranças que na alma lhe moravam,

Que sempre ante seus olhos te traziam,

Quando dos teus fermosos se apartavam:

De noite em doces sonhos, que mentiam,

De dia em pensamentos, que voavam.

E quanto enfim cuidava, e quanto via,

Eram tudo memórias de alegria.


De outras belas senhoras e Princesas

Os desejados tálamos enjeita,

Que tudo enfim, tu, puro amor, despreza,

Quando um gesto suave te sujeita.

Vendo estas namoradas estranhezas

O velho pai sesudo, que respeita

O murmurar do povo, e a fantasia

Do filho, que casar-se não queria.

(...)"
Luís Vaz de Camões

quarta-feira, 17 de março de 2010

Poema Para Inês - O Grande amor


O Grande Amor


O amor impossível
Até entre reis pode acontecer
Pode ser negado
Mas não vai desaparecer


No meio do amor
Meteu-se o destino
Deu sofrimento e dor
Deixou o rei num desatino

Todos se metem no meio
Afinal, rei não e qualquer um
Mas de que serve governar
se se é proibido de amar




D. Pedro casa obrigado
Não pode escolher
Conseguiu-se redimir
Depois de sua noiva morrer

Nova proposta para casar
D. Pedro rejeita
Afirmando, que é com D. Inês
Que quer ficar


D.Pedro e D. Inês conseguiram assentar
Ter filhos e comemorar
Um amor assim, só havia uma maneira de o parar
Era o assassinar


Autor : Nuno Pinto 8ºC

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alguns trabalhos artisticos desenvolvidos




Quinta das Lágrimas




Quinta das Lágrimas

Desde a primeira metade do século XIV, que se nos deparam frequentes referências a esta propriedade, sob o nome de quinta do Pombal. A denominação resulta dum grande pombal, que ali havia, perto da casa de habitação.
Situada a Sudoeste dos edifícios do mosteiro clarista e dos dois paços, ela confrontava a Nordeste com a própria cerca monástica, da qual era separada pela extremidade de meridional do muro, que fechava por Ocidente a horta da clausura, a Norte com o rossio de Santa Clara, e a Leste e Sul as propriedades do cabido da Catedral.
Pertencia esta quinta ao mosteiro dos cónegos regulares de Santa Cruz de Coimbra que, reservando para si o domínio directo, costumavam alienar temporariamente, de ordinário por três vidas, o domínio útil, mediante contracto de “fateusim”, como era uso dizer.
A 20 de Agosto de 1530 é autorizada Isabel Caldeira, viúva de Pedro de Alpoim, casada em segundas núpcias com Estêvão Barradas, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, a transmitir o prazo em dote a sua filha Maria de Alpoim, que casou com Duarte Resende.
Era proprietária enfitêutica da quinta do Pombal esta Maria de Alpoim, quando Camões por ali andou meditando os amores e desditas de Inês de Castro. Foi ele que depois veio a chamar as atenções de toda a gente para esta quinta, tomando-a célebre.
No ano de 1563 possuía o prazo em terceira vida D. Ana de Alpoim, filha da mencionada Maria de Alpoim. Era mulher de Pedro de Sousa Camelo e vivia habitualmente com o seu marido em Lisboa, residindo na quinta seu irmão António de Alpoim.
Passou depois, por herança, à viúva do Dr. Tomé Pinheiro, que residia em Viseu, a qual vendeu a propriedade a João Correia da Silva, secretário da Universidade, a quem sucedeu, por morte, seu filho Bernardo Correia de Lacerda.
Depois da família dos Sás, da dos Alpins, da dos Veigas, e da dos Correias, uma outra família vai agora entrar na posse deste prazo, pela venda que Pedro Correia Lacerda, filho de Bernardo Correia, fez a Manuel Homem Freire de Figueiredo, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, por escritura de 21 de Julho de 1730.

E são precisamente de 1730, ano em que esta família adquiriu a quinta, os primeiros documentos em que figuram as denominações de fonte das Lágrimas e quinta da fonte Lágrimas, ou, resumidamente, quinta das Lágrimas, como nomes, então comuns e já tradicionais, da propriedade, e da fonte nela situada.

BIOGRAFIAS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL
INÊS DE CASTRO
ANTÓNIO DE VASCONCELOS


quinta-feira, 11 de março de 2010

Inês de Castro

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

História dos túmulos


Os dois túmulos monumentais de Alcobaça foram mandados lavrar por el-rei D. Pedro I, provavelmente no início do ano de 1360 e, por sua ordem, colocados, apenas concluídos, na igreja. Assente no seu lugar o de Inês, fez-se logo a soleníssima trasladação do corpo da que depois de ser morta foi Rainha. Cerrou-se o túmulo de Inês sobre o cadáver desta no dia 2 de Abril. De que ano? De 1361, afirma Fr. Manoel dos Santos, fundando-se na autoridade de Faria e Sousa; esta data ficou fixada sem contestação, sendo aceite por toda a gente.
Ao lado deste túmulo, foi colocado o de D.Pedro, e , quando o rei justiceiro, no convento de S. Francisco de Estremoz, na noite de domingo para segunda – feira, 17 para 18 de Janeiro de 1367, ditou o seu testamento ao tabelião Vasqueannes, declarou: - «E mandamos deitar o nosso corpo dentro da Igreja do Mosteiro de Alcobaça, no Logo hu temos a nossa sepultura.» Não podia haver confusões nem hesitações. Esse lugar da igreja era bem determinado pela inconfundível e conhecidíssima sepultura, o sumptuosíssimo túmulo que ali mandara erigir. Lá ficaram pois, a dormir o seu longo e último sono, D. Pedro e D. Inês. O outro túmulo recebeu o cadáver de D.Pedro no dia 25 de Janeiro de 1367, e foi então cerrado na esperança de que não mais se abriria senão no dia da ressurreição geral, no fim do mundo. Estava o túmulo de D. Inês à direita do de D. Pedro, como também era uso na tumulação de marido e mulher, por isso aquele ficava mais próximo do facial do transepto, este mais chegado à banda das naves e da capela-mor. Aqui se mantiveram durante séculos. Todos os dias recebiam a visita dos monges brancos que, no cumprimento do legado pio, vinham ao altar de S. Pedro, nele cantavam a Missa de Requiem e, no fim, precedidos da cruz e água benta, dirigiam-se aos túmulos, cantavam um responso de defuntos, e circundavam os jazigos aspergindo-os com água lustral e envolvendo-os em fumo de incenso. E os régios defuntos descansaram em paz nos seus túmulos, durante século e meio, sem que alguém tivesse a ousadia de violar as sepulturas, perturbando-lhes o sono.